terça-feira, 26 de junho de 2007

A nossa Pégada Ecológica



Há bem pouco tempo estive a passar uma semana de férias no litoral do país, numa zona de praias que julgava ainda bem preservada do ponto de vista ambiental. De facto até está mais preservada, do que a maioria das praias mais conhecidas.

Fiquei delumbrado com a presença de uma fauna e flora delumbrantes, que antes só na minha juventude sabia apreciar devidamente. Desde flores muito características daquelas dunas a pássaros, dos quais contei mais de meia dúzia de espécies diferentes.

No entanto ao dar uma caminhada de cerca de duas horas fui-me apercebendo da quantidade de lixo que se ia acumulando nas dunas trazidas pelas marés vivas dos últimos temporais Invernosos. Perguntava como era possível tanto lixo se num raio não superior a 2Km não havia nenhum aglomerado habitacional de destaque.

Na areia eram visiveis marés de residuos petrolíferos oriundo da lavagem, ao largo, dos tanques dos cargueiros que pelo nosso litoral sulcam as águas do Oceano. Claramente havia zonas em que a areia, outrora dourada, se tinha tornado preta e viscosa.

Fiquei então a pensar que todos nós sem excepção somos responsáveis por isto, principalmente pelos nossos consumos exagerados e pela produção de lixo que todos os anos aumenta. Já não basta reciclar mas de alguma forma refrear e inverter a nossa tendência consumista e o desperdício que todos os dias fazemos dos nossos recursos naturais planetários e cósmicos.

É de facto imensa a nossa Pegada Ecológica que cada um deixa neste Planeta. Estou a falar de mim... Estou a falar de todos nós... uns mais outros menos.

Alguma vez pensou na quantidade de Natureza necessária para manter o seu estilo de vida? Já imaginou avaliar o impacto no Planeta das suas opções no dia-a-dia, daquilo que consome e dos resíduos que gera? Com este questionário ficará a conhecer esse impacto.Este Teste calcula a sua Pegada Ecológica fazendo uma estimativa da quantidade de recursos necessária para produzir os bens e serviços que consome e a absorver os resíduos que produz.

Clique então aqui: A Pégada Ecológica

A minha é de 5,1 hectares... Fiquei impressionado... Ouse aqui deixar informação sobre a sua...

Obrigada pela partilha de consciência que este momento nos produziu...

Fiquem bem.

(A Mónada)

sábado, 16 de junho de 2007

O Hubble continua a deslumbrar-nos


As imagens captadas pela ACS

Em Março último foi instalada no telescópio espacial Hubble uma nova câmara, designada por Advanced Camera for Surveys (ACS). O objectivo científico desta câmara é o de obter imagens de grandes áreas do céu com elevada sensibilidade e resolução angular.

- A galáxia UGC 10214

As primeiras imagens obtidas por esta câmara foram tornadas públicas no final do mês de Abril. A primeira imagem, que mostramos aqui, é da galáxia UGC 10214. A sua forma distorcida deve-se ao efeito produzido pela colisão com uma pequena galáxia, visível na parte superior esquerda da UGC 10214, que a atravessou, afastando-se agora para longe do "local do acidente".


Imagem da galáxia UGC 10214 obtida pela nova câmara ACS colocada no telescópio espacial Hubble. Cortesia NASA, H.Ford (JHU), G.Illingworth (USCS/LO), M.Clampin e G.Hartig (STScI) e ESA.


As fortes perturbações gravitacionais deste evento produziram uma longa cauda, de destroços de gás e estrelas, que se estende por mais 280.000 anos-luz. No processo de colisão formou-se um elevado número de enxames de estrelas jovens, que é possível observar nos braços da galáxia bem como na cauda de gás. Cada um destes enxames representa a formação de um milhão de estrelas. Na imagem a cores (acessível no endereço indicado adiante) é possível observar a cor azul destes enxames, que se deve ao facto de conterem estrelas muito maciças, bastante mais quentes e brilhantes do que o Sol, e que emitem essencialmente na região ultravioleta e azul do espectro electromagnético.

- A nebulosa Omega

Outra das regiões observadas pela câmara ACS foi a nebulosa Omega, também conhecida por M17, um berçário de estrelas.

Tal como ocorre na nebulosa de Orion, esta nebulosa é iluminada pela radiação ultravioleta produzida em estrelas jovens e maciças. Cada uma destas estrelas é seis vezes mais quente e trinta vezes mais maciça do que o Sol. A enorme pressão resultante da radiação ultravioleta destrói as nuvens de gás, provocando a sua evaporação.


Imagem da nebulosa Omega, M17. Esta imagem corresponde a 3000 vezes a dimensão do Sistema Solar. Cortesia NASA, H.Ford (JHU), G.Illingworth (USCS/LO), M.Clampin e G.Hartig (STScI) e ESA.


À medida que a radiação das estrelas jovens vai evaporando as regiões mais exteriores das nuvens, ficam expostas as zonas em que o gás é mais denso e, portanto, regiões onde se estão a formar estrelas. Como estas zonas são mais resistentes elas aparecem-nos como se fossem esculturas nas paredes das nuvens. Na zona mais brilhante da imagem é possível observar um núcleo denso 10 vezes maior do que o Sistema Solar, que ficou exposto após o processo de evaporação do material da nuvem.

Na imagem a cores podemos ainda observar uma série de tons como o azul e o o verde, emitidos pelo nitrogénio e o oxigénio e tons avermelhados emitidos pelo hidrogénio e enxofre.

Texto retirado do site: http://www.oal.ul.pt

Fiquem bem.

(A Mónada)